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INFO VIRUS ZIKA


 

 

Perguntas frequentes sobre Doença por Vírus Zika
Atualizado a 12 de fevereiro de 2016

 

1 – O que é a doença por vírus Zika?
 
É uma doença causada por um vírus da família Flaviviridae que é essencialmente transmitida aos  seres  humanos  pela  picada  de  mosquitos  do  género  Aedes  infetados.

Os  principais sintomas são: exantema (manchas na pele), febre, dores nas articulações, conjuntivite, dores musculares ou de cabeça.  
Os  sintomas  são  geralmente  ligeiros,  aparecem  poucos  dias  (3-12  dias)  após  a  picada  do mosquito infetado e desaparecem ao fim de 4 -7 dias.
A  grande  maioria  (60-80%)  das  pessoas  infetadas  pelo  vírus  Zika  não  apresenta  qualquer sintoma. O tratamento é sintomático, baseado no alívio da dor e da febre incluindo a administração de analgésicos e antipiréticos (exceto aspirina e anti inflamatórios não esteróides), hidratação e repouso. Ainda não existe vacina para esta doença.

 

2 – Como é diagnosticada a doença por vírus Zika?  
 
O  diagnóstico  é  laboratorial,  realizado  após  colheita  de  sangue  ou  urina,  caso  a  pessoa apresente sintomas e história recente de estadia em região ou país afetado pela doença.  
As orientações para o diagnóstico da doença encontram-se em:

http://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/orientacoes-e-circulares-informativas/orientacao-n-0012016-de-15012016.aspx.
A deteção direta do vírus no sangue pode ser realizada durante os primeiros 3-5 dias após o início dos sintomas e até 10 dias na urina. O resultado laboratorial pode ser obtido entre 3 a 5 dias, dependendo dos testes solicitados pelo médico.

 

3 – Como se transmite a doença por vírus Zika?
 
A  principal  forma  de  transmissão  é  através  da  picada  do  mosquito  infetado.  No  entanto, embora pouco frequentes, foram também identificadas outras vias de transmissão, tais como:
- Perinatal, provavelmente por via transplacentária ou durante o parto quando a mãe está infetada;
- Sexual devida à presença de vírus no sémen;
- Transfusão de sangue e derivados.
O  vírus Zika foi detetado na saliva, durante a fase aguda da doença, mas não existe ainda informação que permita avaliar o risco de transmissão por esta via.

 

4 – Quem está em risco de ser infetado pelo Zika?
 
Qualquer pessoa que viva ou viaje para zonas ou países afetados pela doença pode ser picada por um mosquito infetado.

 

5 – Em que países existe circulação do vírus Zika?
 
O  vírus  Zika  foi  identificado  pela  primeira  vez  no  Uganda  em  1947  e  durante  muitos  anos apenas alguns casos foram detetados em países da África e da Ásia. Em 2007, registou-se o primeiro surto da doença por vírus Zika na Região do Pacífico. Desde 2013 tem sido registado um aumento do número de casos nas Américas, Pacífico Ocidental e em África. Recentemente a  doença  adquiriu  expressão  epidémica,  particularmente  nos  seguintes  países:  Barbados, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Colômbia, Curaçao, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador,  Fiji,  Guiana  Francesa,  Guadalupe,  Guatemala,  Guiana,  Haiti,  Honduras,  Ilhas Maldivas,  Jamaica,  Martinica,  México,  Nova  Caledónia,  Nicarágua,  Panamá,  Paraguai,  Porto Rico,  Saint  Martin,  Suriname,  Tailândia,  Tonga,  Venezuela  e  Ilhas  Virgens  (EUA). Foram também reportados casos no Pacífico: Samoa Americana, Samoa, Fiji, Nova Caledónia (França), Ilhas  Salomão  e  Vanuatu. 

Consulte  a  lista  atualizada  em  http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/zika.aspx.

 

6 – Devo evitar viajar para as áreas ou países onde circula o vírus Zika?    
 
A Organização Mundial da Saúde não recomenda a restrição de viagens para áreas afetadas por vírus Zika. No entanto, como medida de precaução, a Direção-Geral da Saúde recomenda que antes do início da viagem os cidadãos procurem aconselhamento em Consulta do Viajante.
Além disso, recomenda que as grávidas não se desloquem neste momento para as áreas onde exista a doença, uma vez que está em investigação a associação entre o Zika e a ocorrência de microcefalia em  fetos  e  recém-nascidos.  Também  as  pessoas  imunocomprometidas  ou  com doenças crónicas graves devem obter aconselhamento junto do seu médico antes de planear uma viagem a uma área afetada.
Os  cidadãos  que  se  deslocam  para  áreas  afetadas  devem  adotar  medidas  de  protecção  e seguir as recomendações das autoridades locais.

 

7 – O que posso fazer para me proteger?   
 
A  melhor  proteção  contra  o  vírus  Zika  é  a  prevenção  contra  a  picada  de  mosquitos. 

Assim, recomenda-se:
- Utilizar  vestuário  de  cores  claras  e  adequado  para  diminuir  a  exposição  corporal  à picada (camisas de manga comprida, calças);  
- Optar preferencialmente por alojamento com ar condicionado;  
- Utilizar redes mosquiteiras;  
- Ter especial atenção ao período do dia em que que os mosquitos do género Aedes picam mais frequentemente (durante todo o dia);
- Aplicar repelentes observando as instruções do fabricante, fazendo notar:  
- Crianças e mulheres grávidas podem utilizar repelentes de insetos apenas mediante aconselhamento de profissional de saúde;  
- Não são recomendados para recém-nascidos com idade inferior a 3 meses;
- Se tiver de utilizar protetor solar e repelente, deverá aplicar primeiro o protetor solar e depois o repelente.

É  igualmente  importante  evitar  águas  paradas,  pelo  que  deve  esvaziar,  limpar  ou  cobrir contentores que tenham água, ainda que em quantidades pequenas – vasos de flores, baldes, pneus, ou locais que possam ser criadouros de mosquitos.
No país de destino seguir as recomendações das autoridades locais.

 

8 – O que devo fazer se após o regresso de uma área afetada por Zika tiver sintomas?
 
Os viajantes provenientes de uma área afetada que apresentem, até 28 dias após a data de regresso, sintomatologia sugestiva de infeção por vírus Zika, devem contactar a Saúde 24 (808 24 24 24) ou o seu médico assistente, referindo a viagem recente. Os  principais  sintomas  são:  exantema  (manchas  na  pele),  febre,  dores  nas  articulações, conjuntivite, dores musculares ou de cabeça. 

 

9 – As mulheres grávidas devem estar preocupadas com o vírus Zika?  
 
As autoridades de saúde estão atualmente a investigar a possível associação entre o vírus Zika em mulheres grávidas e a ocorrência de microcefalia nos fetos e recém-nascidos. Enquanto decorrem as investigações as mulheres que estão grávidas ou que planeiam engravidar não devem deslocar-se de momento às áreas afetadas. Caso residam numa dessas áreas devem ter um cuidado acrescido e protegerem-se das picadas de mosquito.  Se a mulher está grávida ou a planear engravidar e caso o companheiro tenha regressado de uma área afetada, recomenda-se a utilização de preservativo durante 28 dias após o regresso. Se o companheiro tiver tido a doença deverá utilizar preservativo durante 6 meses.

 

10  –  Um  homem  que  regressou  de  uma  área  afetada  pelo  Zika  deve  usar  preservativo durante as relações sexuais?
 
Sim.  Se  não  teve  sintomas  deve  usar  preservativo  durante  28  dias.  Se  apresentar  sintomas (suspeita  de  infeção  por  vírus  Zika,  com  ou  sem  confirmação  laboratorial)  deve  utilizar preservativo durante 6 meses.
Estas medidas devem ser cumpridas à luz do princípio da precaução, em especial se a mulher está grávida ou a planear engravidar.

 

11 – As pessoas imunocomprometidas ou com doenças crónicas graves o que devem fazer antes de viajar para as áreas afetadas?
 
Devem obter aconselhamento junto do médico assistente antes de planear uma viagem a uma área afetada.

 

12 – Quais são as potenciais complicações do vírus Zika?
 
Durante o surto de vírus Zika em 2013/14 na Polinésia Francesa, que ocorreu em simultâneo com um surto de Dengue, as autoridades de saúde notificaram um aumento inesperado de casos  de  Síndrome  de  Guillain-Barré.  Também  no  Brasil,  em  2015  foi  descrita  situação semelhante, pelo que está a ser estudada a eventual associação desta síndrome neurológica com o vírus Zika.  
Em 2015, as autoridades de saúde do Brasil reportaram um aumento inesperado de fetos e recém-nascidos  com  microcefalia,  no  decorrer  do  surto  de  Zika.  Também  esta  possível associação está a ser investigada.

 

13 – O que é a Síndrome de Guillain-Barré?
 
A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença imunitária rara, cujos sintomas principais incluem cansaço  muscular  e  dormência  nos  membros  superiores  e  inferiores,  podendo  originar paralisias de alguns grupos musculares. Complicações graves podem ocorrer se os músculos respiratórios forem afetados. 

 

14 – O que é a microcefalia?  
 
Microcefalia é uma doença rara em que o feto ou recém-nascido apresenta um crânio mais pequeno do que o normal para a idade e género, podendo originar atraso no desenvolvimento psicomotor.  
As causas podem ser genéticas ou ambientais (relacionadas com toxicidade, radiação ou infeção).  
Em Portugal, a microcefalia tem uma prevalência estimada de 1 por 10 mil nascimentos, maioritariamente devidos a alterações cromossómicas. 

 

15 – Onde está disponível mais informação sobre o Zika?
 
- Direção-Geral da Saúde: http://www.dgs.pt/paginas-de-sistema/saude-de-a-a-z/zika.aspx
 
- Organização Mundial da Saúde: http://www.who.int/emergencies/zika-virus/en/  
 
-Centro  Europeu  de  Prevenção  e  Controlo  de  Doenças  (ECDC):
http://ecdc.europa.eu/en/healthtopics/zika_virus_infection/zika-outbreak/Pages/zika-outbreak.aspx  
 
- Comissão Europeia: http://ec.europa.eu/health/zika/index_en.htm 

 

16 – Tem outras dúvidas?
 
Para mais informações ou esclarecimentos, envie um e-mail:  zika@dgs.pt. 

 

Fonte da informação: Direção-Geral da Saúde